Projeto Iguapé inspira ações ambientais em escola do Sudoeste do Paraná
Em Francisco Beltrão, experiência motivou a criação do Raízes do Futuro e abriu caminho para plantio de árvores e a criação de uma minifloresta
Uma experiência de educação ambiental pode durar muito mais do que os dias em que é realizada dentro de uma escola. Foi o que o Projeto Iguapé, iniciativa de educação ambiental da Iguá Saneamento, realizada no Oeste e Sudoeste do Paraná pela Iguaçu Saneamento, começou a mostrar depois de passar por colégios estaduais da região. Em Francisco Beltrão, o aprendizado levado aos estudantes inspirou uma nova iniciativa ambiental e abriu caminho para que a empresa retornasse à escola, desta vez para ajudar a transformar o conhecimento em uma ação concreta.
Criado pela Iguá Saneamento em 2025, o Projeto Iguapé – A Arte e a Ciência de Sanear combina arte, ciência e tecnologia para aproximar crianças e jovens de temas como o ciclo da água, saneamento básico e preservação dos recursos hídricos. No Oeste e Sudoeste do Paraná, a iniciativa foi realizada pela Iguaçu Saneamento, com execução do Instituto Caravana, entre 30 de junho e 3 de julho. Nesse período, passou por quatro colégios estaduais, três em Francisco Beltrão e um em Guaraniaçu, envolvendo 1.210 estudantes em experiências com realidade virtual, experimentos e atividades interativas.
No Colégio Estadual Professor Léo Flach, em Francisco Beltrão, a passagem do Iguapé teve um desdobramento concreto. A experiência inspirou a comunidade escolar a desenvolver o projeto Raízes do Futuro, com a proposta de transformar parte do pátio em uma minifloresta de espécies nativas da Mata Atlântica. A iniciativa também abriu espaço para uma nova participação da Iguaçu Saneamento, que retornou à instituição em agosto, durante o Voluntariguá e contribuiu com o plantio de cerca de 50 mudas de árvores na área destinada à minifloresta. Dentre as frutíferas, foram plantadas jabuticaba e pitanga, além de espécies tradicionais da região como pau-brasil e ipês.
“Receber o Projeto Iguapé foi uma experiência muito significativa para nossa escola, pois proporcionou aos estudantes uma aprendizagem prática e interativa sobre a preservação da água, a importância do saneamento básico e o cuidado com o meio ambiente. A partir dessa experiência, estamos desenvolvendo o projeto Raízes do Futuro: Laboratório Vivo da Mata Atlântica”, explica a diretora Edna Menegatti Mocellin.
A experiência ganha destaque neste Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, por mostrar como o trabalho dos educadores pode dar continuidade aos conhecimentos apresentados durante as oficinas. “A proposta é transformar o pátio em um ambiente permanente de aprendizagem, no qual os alunos possam compreender, na prática, a relação entre vegetação, solo, água e biodiversidade”, acrescenta Edna. A ideia é que os estudantes acompanhem o crescimento das árvores e utilizem o espaço para atividades de Ciências, Geografia, História e outras disciplinas. Também está prevista a criação de um museu de sementes e exemplares vegetais, ampliando as possibilidades de pesquisa e aprendizagem dentro da própria escola.
Conhecimento continua com os professores
A experiência do Colégio Estadual Professor Léo Flach é um exemplo de como os conteúdos apresentados durante a passagem do Iguapé podem encontrar continuidade nas atividades desenvolvidas pelos educadores. A metodologia do projeto foi pensada justamente para aproximar conceitos científicos de situações presentes no cotidiano dos estudantes.
Segundo a coordenadora de Qualidade e Meio Ambiente da Iguaçu Saneamento, Thainara Quadros, a metodologia foi inspirada no modelo STEAM, que integra Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática para estimular o pensamento crítico e a aprendizagem prática. Durante as oficinas, os estudantes participaram de um circuito com cinco estações interativas, explorando diferentes aspectos da relação entre água, meio ambiente e saneamento.
Na estação de realidade virtual, percorreram rios e conheceram os impactos da poluição sobre os recursos hídricos. Em outra atividade, descobriram como os hábitos de consumo influenciam a quantidade de água utilizada diariamente. Também acompanharam experimentos sobre o tratamento da água e do esgoto e participaram de atividades artísticas que estimularam reflexões sobre a preservação ambiental.
A proposta, explica Thainara, está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente aos temas transversais relacionados ao meio ambiente, saúde, cidadania, ciência e tecnologia. Dessa forma, as atividades complementam conteúdos já trabalhados pelos professores e oferecem novas possibilidades de abordagem em sala de aula.
A experiência prática é uma das estratégias do Iguapé para aproximar os estudantes de questões presentes no cotidiano. Para o gerente de Operação e Engenharia da Iguaçu Saneamento, Robson Fernandes Moro, que acompanhou as atividades, entender o caminho percorrido pela água e pelo esgoto ajuda os jovens a reconhecer a importância do saneamento básico.
“Quando o estudante entende de onde vem a água, para onde vai o esgoto e qual é o papel de cada pessoa nesse ciclo, ele passa a enxergar o saneamento de outra forma. Normalmente pensamos apenas na água chegando às nossas casas, mas entender esse ciclo completo faz perceber ainda mais a complexidade e a importância do saneamento para a saúde das pessoas e para a preservação do meio ambiente”.
Material de apoio amplia possibilidades
Para que os conteúdos não fiquem restritos aos dias de atividades nas escolas, a Iguá Saneamento desenvolveu o Livro do Professor, um material de apoio pedagógico com orientações metodológicas, conteúdos teóricos e sugestões de atividades interdisciplinares sobre água, saneamento básico, preservação dos recursos hídricos e sustentabilidade.
Voltado aos professores dos anos finais do Ensino Fundamental, o material permite retomar os assuntos apresentados durante as oficinas e relacioná-los a diferentes componentes curriculares e à realidade dos estudantes. As propostas podem ser adaptadas por cada educador, conforme o planejamento pedagógico e as necessidades das turmas.
A distribuição dos exemplares começou em agosto de 2026, com a proposta de contemplar também escolas atendidas pelo Iguapé em 2025 e no primeiro semestre deste ano. Segundo a Iguá Saneamento, a previsão é distribuir 200 exemplares até o encerramento da itinerância de 2026, considerando os diferentes territórios participantes do projeto no país, incluindo Francisco Beltrão e Guaraniaçu.
Sobre a Iguaçu Saneamento
Responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto em 28 municípios do Paraná, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a operação é parte do Grupo Iguá e atenderá cerca de 358 mil pessoas nas regiões Oeste e Sudoeste do estado até 2033. O contrato de 24 anos prevê investimentos de R$ 685 milhões para ampliar a cobertura de esgoto para 90% da população, em linha com o Marco Legal do Saneamento, promovendo saúde, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.
Sobre a Iguá Saneamento
A Iguá Saneamento é uma das maiores empresas do setor de saneamento no Brasil, com operações em 121 municípios de seis estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A empresa presta serviços de saneamento básico que beneficiarão aproximadamente 6 milhões de pessoas nas áreas atendidas, por meio de concessões e parcerias público-privadas. A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e atua nos Movimentos 2030, com foco na segurança hídrica, redução de emissões de CO₂ e aumento da diversidade na liderança. Em 2024, foi eleita pela oitava vez consecutiva como excelente empresa para se trabalhar pela consultoria Great Place to Work (GPTW). Saiba mais em www.igua.com.br.